Liberdade x Controle Estatal, e você

PT PSDB

Muito vem sendo discutido no Brasil atual sobre esquerda e direita. Antes que comecem os ataques sanguíneos de grupos vermelhos (pegaram o trocadilho? que piada ruim…  voltando), lembrem que ninguém até agora acabou com a fome no mundo, mesmo com comida de sobra, então vamos parar de extremismo e partidarismo barato (tem um detalhe: os pobres de países libertários são até 8x mais ricos que os pobres de países com doutrinas vermelhas – mas esta alfinetada fica para um próximo post).

Primeiro é interessante saber que simplificar as idéias em esquerda e direita é uma forma simplória de classificação. Tá mas então como classificar? Onde eu me encaixo? O ideal é sempre pensar em níveis bidimensionais de liberdade x controle estatal. Como assim?

simplificar as idéias em esquerda e direita é uma forma simplória de classificação

Partindo desta lógica mais abrangente, proponho um momento filosófico: quando você estiver próximo à alguém que aparentemente concorda com suas opiniões políticas, repare as entrelinhas – em algum momento você verá que seu coligado é umbandista diferentemente de você que é um cristão, ou que sua coligada diz defender a liberdade do povo mas no dia-a-dia dita as “regras do jogo” de forma BEM controladora ou, ainda, que os companheiros apoiam a causa dos homossexuais mas ao serem indagados sobre experiências homoafetivas retrucam: “Não, jamais! Que absurdo…”. Resumindo, tá difícil…

PT PSDB

– Eu sou esquerda pois odeio maldade com os pobres!! – Eu sou de direita porque os esquerdistas são capitalistas hipócritas!! Não pera…

Então, continuando o momento filosófico, chegamos na fase do autoconhecimento político. Existe um diagrama conhecido como Diagrama de Nolan que propõe níveis percentuais de liberdade civil e econômica, posicionando-o(a) politicamente de acordo com seus valores atuais (pois acredite, eles podem mudar com a racionalização).

VALE LEMBRAR AOS “JÊNIOS” DE PLANTÃO QUE NENHUMA CIÊNCIA SOCIAL É EXATA.

Neste site – diagramadenolan.com.br – você pode testar seu posicionamento político e se surpreender com a resposta! (existem outros e mais complexos, mas em inglês)

E porque fazer o teste? Claro que pelo óbvio motivo de se surpreender e de auto-conhecimento, propor uma reflexão mais profunda ainda: Existe liberismo ou socialismo no Brasil?

Existe liberalismo ou socialismo no Brasil?

Se existe socialismo no Brasil, porque os políticos de esquerda são tão ricos quanto os de “direita”? O poder pelo poder vale a pena? Leia mais sobre O PODER aqui.

Ao final lembre de comentar e coloque o resultado do seu posicionamento. DETALHE: aprovo críticas, não xingamentos.

Imagem retirada do site Aristaire.

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4 Comentários em “Liberdade x Controle Estatal, e você

  1. Não conheço o administrador deste site, mas me parece politizado.
    Sou centrista em termo de governabilidade. Vejamos, então, a definição de política no livro A Janela de Overton, do estadunidense Glenn Beck.
    “As sociedades precisam de governo. Os governos alçam os homens ao poder, e os homens que buscam o poder estão propensos à corrupção. Ela se espalha feito uma doença, e então, corrupção em cima de corrupção, mais cedo ou mais tarde o resultado é sempre a tirania. Sempre foi assim. E o governo foi estruturado para manter sob controle essa fraqueza humana. Mas isso exigia participação da população; exigia que o povo fosse vigilante, e ele não foi; exigia que o povo se comportasse como se seu governo fosse seu serviçal, mas o povo não fez isso. Enquanto o povo dormia, o serviçal tornou-se o senhor.”
    E agora? Como se muda isso?
    No Brasil a produção de grãos chega à 500 quilos por pessoa e há gente passando fome aqui. Questão política…

    • Não se muda… a verdade é que para a política brasileira funcionar melhor e acabar com este paternalismo governamental descabido e improdutivo, a coisa precisa piorar para afetar ainda mais, o pobre. Infelizmente, é uma dura realidade. Daí então tem-se 02 opções: ou caminha-se para moldes políticos como Cuba, Coreia do Norte, entre outros; ou forma-se resistência. Estou inclinado a crer que caminharemos para a primeira opção (com mais fome, mais desigualdade, etc – afinal não confio nem um pouco no molde de justiça do governo). Para agravar, parte da população esclarecida e contrária, não é expressiva ou não se mobiliza. Que ironia: a luta pelo pobre, torna o pobre mais pobre.

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