O preço da inclusão a qualquer preço

Joe Clark

Pode soar antiquado ou conservador para os novos “filósofos da educação” brasileira, mas o processo da inclusão social bem sucedido começa com exclusão de quem realmente não quer nada, neste caso mais voltado para a educação/escolarização. E eu não estou falando mal de comunidades indígenas, povoados do sertão nordestino, negros, ou de imigrantes naturalizados, mas sim, de pessoas que escolhem estar à margem em qualquer contexto social. Acreditem, elas existem… E para “resgatá-las” a o sistema educacional comum brasileiro não basta, mas isso fica para outro post.

Há vários filmes sobre educação dos quais gosto muito e tento ganhar coragem e inspiração (infelizmente os que vou citar são todos estrangeiros), que revelam a atuação dos professores em sala de aula e na escola nas quais as situações extremas muito se assemelham com a situação atual do Brasil. O que primeiro sempre me vem à mente é o Meu mestre Minha Vida (Lean on Me) – assista agorae o trabalho sensacional desenvolvido pelo personagem Joe Carter

Joe Clark

Foto de Morgan Freeman no papel de Joe Clark, imagem retirada do site Adoro Cinema

como diretor de uma escola pública nos Estados Unidos. Muitos educadores e “filósofos da educação” ficam maravilhados com o personagem, se identificam, citam seus feitos em suas aulas de formação de professores, promovem e enaltecem medidas de inclusão utópicas e algumas recheadas de  esquerdismo contraditório, que de tanto falarem para si próprios que a inclusão deve acontecer por decreto que passam desapercebidos por um detalhezinho: A PRIMEIRA MEDIDA. Quando Joe Carter de fato assume a escola como diretor e a visita após anos atuando na educação infantil, a primeira medida tomada foi a exclusão de um grupo de alunos que promovia um verdadeiro caos no auditório e com mais um detalhe, reforço policial. Dado o primeiro “tapa na cara” no estado calamitoso de comportamento, o Joe Clark segue com suas medidas firmes de ajuste de conduta.

a primeira medida tomada foi a exclusão

Vale lembrar que alguns alunos que foram expulsos retornaram sim, com regras ainda mais rígidas, mas retornaram. É complexo julgar esta medida, embora ao meu ver foi necessária para demonstrar quem era a autoridade, mas desperta a atenção para meu primeiro argumento: não se promove inclusão de forma arbitrária em um ambiente sem regras, ao contrário, aumenta-se a exclusão social pois os completamente desinteressados (o que não é a mesma coisa de alunos com dificuldade) atrapalham os demais. Também admito que alguns alunos podem não participar por uma estratégia/tendência educacional não adequada para aquele público mas o cerne aqui agora já remetendo para o Brasil é que nas escolas públicas em geral os alunos não vivem em um ambiente mesclado de reforços positivos e negativos pois não há o que perder, afinal sabem que não serão expulsos em hipótese alguma, infelizmente por questões politiqueiras.

Outros dois filmes que acho sensacionais e que em algum momento são usadas medidas que envolviam reforço também negativo são: Escritores da Liberdade e Coach Carter – Treino para a Vida. Tá bom vai, fui duro em colocar Escritores da Liberdade aqui… Embora também ache o filme sensacional, o fato da sala de aula afetar definitivamente a vida pessoal da professora, por mais que ela tenha sido bem sucedida na transformação social, não acredito que seja o que a maioria dos professores brasileiros desejam para si.

Coach Carter – Treino para a Vida é o deleite dos curso de pedagogia… Ehehe  =)  Brincadeira a parte, simplesmente o professor de educação física transforma os garotos. Consegue formar cidadãos. Muito além das expectativas… A pena é que o saldo ainda é o utilitarismo, pois no desfecho, é apresentado os caminhos que os alunos tomaram para suas vidas futuramente. Particularmente quando Carter consegue fazê-los estudar por conta própria, já considero uma enorme vitória.

Na situação Brasil ainda encontramos mais problemas além da autonomia dos professores e diretores (quanto a estes ainda tem o problema de “dever favor” a prefeitos e suas indicações ao cargo – mas vamos pular esta parte): o tratamento de jovens delinquentes e infratores. Como recém professor, acredito que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a forma como são julgados e, os “Direitos Humanos” (entendam aqui como um grupo complexo e com ideologias partidaristas e fanáticas sem observar a contra-parte, pelo menos é o que vejo na atualidade), andam de mãos dadas e precisam URGENTEMENTE mudar a forma como tratam os fatos.

A lei da Palmada é resultado de uma educação que deu errado mas, ainda mais importante, que continua dando errado.

Estado, dei chinelada no meu filho!

As lógicas no Brasil simplesmente andam trocadas… Embora eu ache possível educar sem dar umas chineladas no filho, fala sério, esta regulamentação vir do Estado é simplesmente ridícula. Deveriam ter trazido neste pacote uma LEI DE CONTROLE DE NATALIDADE, ou então, deixasse como está.

As medidas surrealistas educacionais Brasileiras conseguem ser tão ineficientes que vários alunos continuam saindo ano após ano da escola pública incapazes de se auto-afirmarem com as operações básicas, português mal “dizido” e uma definição plausível de um Brasil sem Dilma. Eita construtivismo…

Esperança!

Nem todo professor é incompetente, nem todo diretor de escola se curva às politicagens, e com certeza, não é todo aluno que é um vagabundo…  QUE ISTO FIQUE CLARO! Agora a distância ainda é enorme. Os professores da rede pública normalmente são cheios de vícios, culpam o estado, se dedicam pouco à vida do aluno e por incrível que pareça, defendem “o sistema”. Percebam os discursos que já presenciei:

“…não podemos perder os direitos da categoria adquiridos com anos de luta…”

“…dou minha aulinha e parto pra casa…”

“…muleque, sua mãe não lhe dá educação em casa?”

Enfim…

Mas vejam alguns documentários no Brasil e exterior que abordam realmente uma educação revolucionária além de alguns digamos “estudos de caso”. DICA DE 10 FILMES

Recomendo fortemente que comecem pela “A Educação Proibida”. Muuito bom!

Que nossos professores interfiram mais nas leis brasileiras, que os diretores tenham menos medo de perder seus cargos, e que nossa educação siga moldes mais libertários.

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